Grata surpresa este Reveillon que optamos por Vina Del Mar. Foi nossa quarta cidade da Expedição Sangue Latino que você acompanha nas próximas postagens.

Quando reservei pelo AirBNB o apartamento, queríamos ficar mais perto do centro, do relógio de flores, acreditando que ali seria fácil para ir ao mercado, restaurantes, bares, deslocamento para ver os fogos, ledo engano. Enfim, deslocamento no Chile é muito bom, seja por transporte público ou pelas estradas.

Alugamos um carro em Santiago pela O’Carrol, no aeroporto , já que teríamos de devolver lá também. Não estranhe, é off shore, não tem aqueles balcões, o rapaz estava com plaquinha e farda da empresa e nos acompanhou até o estacionamento coberto. Lá mesmo, meio improvisado, em pé, assinamos o contrato, passamos o cartão e pegamos o carro. Achamos esquisito , mas ao ver ao redor varias empresas também tinham l mesmo procedimento.

Dentro do aeroporto tinha Hertz, Localiza, as grandes e o preço era o dobro. Fiz as reservas com meses de antecedência e pesquisei as cotações nas empresas pelo site www.kaiak.com, além de coração de passagem e hotel, ele também faz de aluguel de carro. O preço foi muito bom.

Quando li o contrato vi que a empresa O’Carrol é antiga, chilena, está em diversas cidades e é séria.

Nosso carro era novinho ! E ganhamos um upgrade gratuito e outro motorista gratuito também . Geralmente para colocar 2 motoristas habilitados o preço sobe.

O Waze nos avisava do trânsito lento, a estrada Ruta 68 é muito boa e pedagiada, mas lota, todo mundo desce para Vina Del Mar e Valparaíso. O aplicativo nos mandou ir por uma estrada vicinal e não é que chegamos super bem , vimos paisagens lindas dos Lagos e parques florestais.

Chegamos no dia 30/12 já tarde, fomos ao mercado, comprar nosso café da manhã, nos ambientar com o bairro e comprar água. Por que no Chile água é tão cara nos bares e restaurantes?? Com a pouca umidade do ar, nossa garrafinha estava sempre cheia e é item de sobrevivência básica. Comprávamos o garrafão de 6 litros e íamos repondo.

Já no dia 31/12, foi assim, às 16:00 o metrô já estava bem cheio, todos descendo com suas cadeiras, saco de salgadinho, refrigerante. Inicialmente fiquei com aquela fobia “estilo Copacabana” que seria tudo muito cheio e apertado e o povo marcando lugar 3 dias antes na praia, violência, enfim …

Não, definitivamente o Chile não é assim, tinha muita gente , são 4.000.000 de pessoas que descem para esta região, mas não se assuste.

Acreditem , ficamos na praça na frente do Cassino, só vi 1 carabineiro , policiais do Chile. Não tinha aperto, não tinha briga, nem confusão. É um Reveillon bem Familiar, diferente. As pessoas usam óculos coloridos, chapéus e serpentina igual carnaval. Soltam balões em direção ao mar, é tão bucólico.

Quando começou a queima de fogos eu entendi por que não tem aperto.

Os fogos vão de Valparaíso até Concon, então quem está em toda Cidade vê, qualquer praia de Vina, Renaca, Concon, pois são muitas balsas iguais reproduzindo os fogos. Achei isso muito democrático. Depois de conhecer Reñaca, bateu a vontade passar Reveillon no Chile de novo, com certeza alugaria por lá pelo menos 4 dias e nem sairia do Ap na noite de Ano Novo. A arquitetura deste local é fantástica, não faz sombra na praia e é cheia de planos inclinados.

Assim tem espaço para todo mundo, tem muito espaço, muitas praias, muitas praças, muitos prédios de onde se vê toda queima de fogos com muita tranquilidade e Paz.

Quase comprei um pacote para ficar num restaurante com vista panorâmica, era 500 à 1000 reais por pessoa com jantar, ainda bem que não fiz, não vale à pena. Por que tudo lá é tranquilo. Você aluga seu apartamento e pode voltar em 5, 10 minutos à pé, tomar champagne na rua ou em casa . É proibido beber na rua no Chile, lei seca é severa, este é o único dia de perdão. Mas não me sinto à vontade de andar com taças e copos na rua.

A maioria dos apartamentos tem terraços com piscina e dá para ver tudo lá de cima.

Eu e meu esposo fomos para praia mesmo, por que a gente gosta de saber como são as vivências do morador local. Foi muito divertido.

E a queima de fogos? É linda demais , você fica na praia, ou praça , tão perto que até parece 3D, de tão surreal. Foram 22 minutos, maior que a do Rio de Janeiro.

Lindo, lindo, lindo, ficamos extasiados.

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No retorno haviam muitas Vans para os bairros e as pessoas andavam em Fila, esperavam o sinal vermelho. Tudo com muita ordem, haviam muitas crianças e famílias.

Em Valparaiso não sei como foi na hora, mas como Estivemos lá durante à tarde, tem show na Praça e as vistas nos Cerros, ou mirantes, são bem disputadas. Mas repito , tem lugar para todo mundo, dá para se espalhar bem, por que tem várias balsas de fogos espalhadas por todo o litoral entre as duas cidades.

Um morador me disse assim: “Valparaiso tem show e é mais para o jovem, Vina Del Mar é mais família.”

Nós gostamos muito de Viña e o Pacífico é lindo, as fotos ficam demais.

Sobre transporte : Tem metrô e Uber e aconselho seriamente você só usar transporte público, achar um estacionamento é impossível. Vi que na virada em Valparaiso custava 150 reais o estacionamento pago bem na frente da Plaza .

Até no dia 1 de janeiro se quiser passear e ir para Reñaca, vá de Uber, você não encontra nenhum lugar para parar e as multas são altíssimas, a fiscalização é rigorosa. A fila para os estacionamentos abertos na praia eram imensas. Dirigimos mais de 1 hora e não achamos lugar nenhum para parar. O jeito foi voltar para o Ap que tinha vaga privativa e andarmos pela avenida principal.

E no dia 02/01 nossa aventura seguiu para o norte, fomos visitar o Atacama, o que você confere no próximo post da Expedição Sangue Latino.